A muito que tento que lhe escrever. Mas algo me impede com tanta intensidade que quaisquer palavras que venham expressar meus sentimentos me parecem ridículas postas na tela do computador. Algumas frases me fazem sentido e me parecem até harmônicas, mas são frases soltas de coisas que penso isoladamente, cheguei a lhe enviar algo, mas penso que, por falta da resposta, tenhas tido a certeza de que não passava de uma de minhas epifanias e de minhas sucessões de estrondo descontrole emocional. Fico triste somente por não teres notícias minhas há tanto tempo. Mas agora, tenha certeza, voltarei a lhe enviar.
É uma das minhas fraquezas, sabes tu, a minha paixão. Agrada-me a dor do ver o outro feliz, mesmo sem minha presença. E é isso, volto e lhe escrever, pois me apaixonei novamente. Seria ridículo tentar descrevê-lo. Terias nojo dos meus desejos, pois até eu me enojo. É uma repetição das mesmas cenas, como uma tarde monótona de tevê ligada na Rede Globo passando a sessão da tarde; todos os filmes ali parecem iguais, isso quando não são reprises. É isso que me enoja.
Tenho sido tão falho e tenho estado tão alheio a mim mesmo. Não me reconheço mais, pareço-me estranho ao ver no espelho. De certa forma sou o que sempre quis ser, mas nunca pensei conseguir. Agora que sou vejo quanto era eu, quando era eu mesmo. Era tão prazeroso me conhecer. Eu era tão prazeroso. Eu tinha tanto prazer e trocava tanto comigo mesmo. Eu era tão eu! Mas acabou. E eu sempre fui assim. Não vês, olha eu me repetindo, me terminando e me refazendo. Terminei comigo mesmo e agora solteiro. Ouso dizer que estou sozinho. Não, não me interpretes mal, não me leva à mal. Sei que estás sempre comigo e sei bem que sempre tive muitos à minha volta. Sempre estive com muitos ao meu redor. Sempre fui muitos. Mas agora me parece que sou um só. Sou só eu. E só ser é tão... Só ser e quase ser só. Só mudam as ordens das palavras, sabes?
Acabei por vomitar muito em ti. Vá se limpar!
Até...
É uma das minhas fraquezas, sabes tu, a minha paixão. Agrada-me a dor do ver o outro feliz, mesmo sem minha presença. E é isso, volto e lhe escrever, pois me apaixonei novamente. Seria ridículo tentar descrevê-lo. Terias nojo dos meus desejos, pois até eu me enojo. É uma repetição das mesmas cenas, como uma tarde monótona de tevê ligada na Rede Globo passando a sessão da tarde; todos os filmes ali parecem iguais, isso quando não são reprises. É isso que me enoja.
Tenho sido tão falho e tenho estado tão alheio a mim mesmo. Não me reconheço mais, pareço-me estranho ao ver no espelho. De certa forma sou o que sempre quis ser, mas nunca pensei conseguir. Agora que sou vejo quanto era eu, quando era eu mesmo. Era tão prazeroso me conhecer. Eu era tão prazeroso. Eu tinha tanto prazer e trocava tanto comigo mesmo. Eu era tão eu! Mas acabou. E eu sempre fui assim. Não vês, olha eu me repetindo, me terminando e me refazendo. Terminei comigo mesmo e agora solteiro. Ouso dizer que estou sozinho. Não, não me interpretes mal, não me leva à mal. Sei que estás sempre comigo e sei bem que sempre tive muitos à minha volta. Sempre estive com muitos ao meu redor. Sempre fui muitos. Mas agora me parece que sou um só. Sou só eu. E só ser é tão... Só ser e quase ser só. Só mudam as ordens das palavras, sabes?
Acabei por vomitar muito em ti. Vá se limpar!
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