De tudo o que tenho escrito, pouquíssimo é sobre ele. Pode parecer mentira, ou verdade inventada para encobrir-me. Mas não é. É que quando eu escrevo, muito de mim escreve junto - sou em partes, e cada parte é responsável por alguma função. E por mais que eu tente, no fim, todas as histórias que escrevo parecem reflexo, extensão de uma realidade - realidade?
E agora eu vejo que muito do que escrevo é sobre ele – tenho direito de me contradizer, pois sou, assim, pós-moderno, sabe? - Na verdade é mais sobre o que eu penso sobre ele... Na verdade é mais sobre o que eu espero dele... Não, na verdade é mais sobre uma realidade que invento sobre eu e ele... Na verdade mesmo, não há verdade, pois é tudo um sonho. É isso! Tudo o que escrevo é sobre meus sonhos com ele. E mesmo em cima deste imenso mar, eu lembro ele e dos momentos que estive com ele.
E foi o mar que me fez lembrar. Foi quando olhávamos "Um Mar de Céu" rosado que estava acima de nós naquele amanhecer deixando "Digitais nos Ossos" um do outro. Sabe porque lembro-me? Pois agora, olhando deste quadrado de acrílico transparente vejo o mar e ele também parece o céu, estampado no chão. Azul celeste de cabeça para baixo. É como se sua lembrança, tornasse poesia o céu de mar que acabo presenciar. E enquanto escrevo olho novamente para a janela e, agora... Agora têm nuvens por baixo de mim, nuvens sobre o mar azul-celeste. E então, se faz de vez o meu céu de mar. Sobrevoando sobre este mar incrível e olhando para este céu lembrei-me de você. Lembrei de você, ainda sem os pés no chão. Lembrei de você e por isso lhe dou um presente. É um presente impalpável, é um presente sensível - daquele que se sente.
Daqui, sinto falta só de seus ossos, de sua clavícula que na verdade é o ílio - aquele osso da bacia. Sinto ainda falta de seus ossos se movimentando num ambiente de luz geral baixa e algumas luzes dançantes cobertas por cores ao som das batidas repetidas de uma pic-up. São as digitais, honey, que você deixou em mim. E distante - eu aqui a onze mil metros de altura de terra firme - ainda sei lhe sentir. É como imagem fixa presa nas minhas pálpebras desenhando sua barba grossa, por fazer, seu sorriso tímido e seus olhos fundos; e como os tempos são outros, essa imagem é como as do cinema em três dê e tem som: é o som da tua voz e o timbre de sua risada.
É por todas essas lembranças, que lhe entrego este presente, que de tão sensível, não se pode entregar em mãos. Este era o meu, que agora será seu de alguma forma, também - logo, será nosso - céu de mar.
Por fim, é sobre nós todas essas linhas mal rabiscadas de preto numa folha de papel branca pautada que acabei de passar para a tela do computador. É este meu presente. E se não fosse pelo que você me ensinou, eu nunca teria coragem de lhe entregar.
E agora eu vejo que muito do que escrevo é sobre ele – tenho direito de me contradizer, pois sou, assim, pós-moderno, sabe? - Na verdade é mais sobre o que eu penso sobre ele... Na verdade é mais sobre o que eu espero dele... Não, na verdade é mais sobre uma realidade que invento sobre eu e ele... Na verdade mesmo, não há verdade, pois é tudo um sonho. É isso! Tudo o que escrevo é sobre meus sonhos com ele. E mesmo em cima deste imenso mar, eu lembro ele e dos momentos que estive com ele.
E foi o mar que me fez lembrar. Foi quando olhávamos "Um Mar de Céu" rosado que estava acima de nós naquele amanhecer deixando "Digitais nos Ossos" um do outro. Sabe porque lembro-me? Pois agora, olhando deste quadrado de acrílico transparente vejo o mar e ele também parece o céu, estampado no chão. Azul celeste de cabeça para baixo. É como se sua lembrança, tornasse poesia o céu de mar que acabo presenciar. E enquanto escrevo olho novamente para a janela e, agora... Agora têm nuvens por baixo de mim, nuvens sobre o mar azul-celeste. E então, se faz de vez o meu céu de mar. Sobrevoando sobre este mar incrível e olhando para este céu lembrei-me de você. Lembrei de você, ainda sem os pés no chão. Lembrei de você e por isso lhe dou um presente. É um presente impalpável, é um presente sensível - daquele que se sente.
Daqui, sinto falta só de seus ossos, de sua clavícula que na verdade é o ílio - aquele osso da bacia. Sinto ainda falta de seus ossos se movimentando num ambiente de luz geral baixa e algumas luzes dançantes cobertas por cores ao som das batidas repetidas de uma pic-up. São as digitais, honey, que você deixou em mim. E distante - eu aqui a onze mil metros de altura de terra firme - ainda sei lhe sentir. É como imagem fixa presa nas minhas pálpebras desenhando sua barba grossa, por fazer, seu sorriso tímido e seus olhos fundos; e como os tempos são outros, essa imagem é como as do cinema em três dê e tem som: é o som da tua voz e o timbre de sua risada.
É por todas essas lembranças, que lhe entrego este presente, que de tão sensível, não se pode entregar em mãos. Este era o meu, que agora será seu de alguma forma, também - logo, será nosso - céu de mar.
Por fim, é sobre nós todas essas linhas mal rabiscadas de preto numa folha de papel branca pautada que acabei de passar para a tela do computador. É este meu presente. E se não fosse pelo que você me ensinou, eu nunca teria coragem de lhe entregar.
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