Eu já o conhecia há tempos. Ele era tão (im)previsível. Tinha cada passo em mente e fazia o justo contrário, pois ninguém saberia que era exatamente isso que ele faria. Todos já sabiam. Ele se perdia em suas próprias palavras, muitas vezes. Era contraditório por natureza. Ele era tanta coisa, mas ao mesmo tempo, ele se sentiu nada. Ele era metamorfose, ele era complexidade.
Tinha tantos seus complexos que se encontrou um ninho. Em meio a nós de arame farpado fez para si um lar. Era aquela a zona de conforto e sabia exatamente para onde ir e o que iria enfrentar. Sabia também que palavras usar e que sorriso falso entregar em troca do espaço alcançado que deveria ser dele por legítimo. Pobre dele, estava sendo treinado como uma máquina que não obedece funções. Afinal, tudo isso deve existir para que possa existir uma válvula que gire uma máquina chamada mundo que funcione.
Me escrevo assim no espelho, ainda há para mim muito que aprender, por isso ele aprendeu. Aprendeu de uma forma que ele não sabia que iria aprender. Jogou-se no desconhecido que julgava ter total conhecimento. Era de nosso feitio pensar já conhecer tudo e todos. E quando do ninho farpado levantou-se me lançou nas lanças afiadas apontadas para cima, prontas para lhe vincarem das unhas aos ossos. O medo o fazia se jogar cada vez mais rápido, cada vez mais certeiro e cada vez mais forte. Criou já a armadura para a guerra. De nada adiantou todo o ferro fundido escudo. Fora atingido em cheio na queda. Mas não tinha ali dor. Pois o que era lança visto de longe, era pincel furta-cor para novas telas pintar.
E na tela que se encontrava pintadas todas as serpentes e todos os comodismos, quase terminada e assinada por mim ele jogou a tinta-vida branca vinda de Brasília. Os novos traços são mais simples, têm toques leves de prazer e gratuito. Era que faltava um brilho, mesmo que escuro de princípio. Faltava ainda o sorriso infantil conquistado por simples ser. Faltava simplesmente ser. E todo o nó está sendo de tanto em tanto desfeito, como se de um arame farpado fosse toda a vida uma linha de algodão, um barbante branco.
Tinha tantos seus complexos que se encontrou um ninho. Em meio a nós de arame farpado fez para si um lar. Era aquela a zona de conforto e sabia exatamente para onde ir e o que iria enfrentar. Sabia também que palavras usar e que sorriso falso entregar em troca do espaço alcançado que deveria ser dele por legítimo. Pobre dele, estava sendo treinado como uma máquina que não obedece funções. Afinal, tudo isso deve existir para que possa existir uma válvula que gire uma máquina chamada mundo que funcione.
Me escrevo assim no espelho, ainda há para mim muito que aprender, por isso ele aprendeu. Aprendeu de uma forma que ele não sabia que iria aprender. Jogou-se no desconhecido que julgava ter total conhecimento. Era de nosso feitio pensar já conhecer tudo e todos. E quando do ninho farpado levantou-se me lançou nas lanças afiadas apontadas para cima, prontas para lhe vincarem das unhas aos ossos. O medo o fazia se jogar cada vez mais rápido, cada vez mais certeiro e cada vez mais forte. Criou já a armadura para a guerra. De nada adiantou todo o ferro fundido escudo. Fora atingido em cheio na queda. Mas não tinha ali dor. Pois o que era lança visto de longe, era pincel furta-cor para novas telas pintar.
E na tela que se encontrava pintadas todas as serpentes e todos os comodismos, quase terminada e assinada por mim ele jogou a tinta-vida branca vinda de Brasília. Os novos traços são mais simples, têm toques leves de prazer e gratuito. Era que faltava um brilho, mesmo que escuro de princípio. Faltava ainda o sorriso infantil conquistado por simples ser. Faltava simplesmente ser. E todo o nó está sendo de tanto em tanto desfeito, como se de um arame farpado fosse toda a vida uma linha de algodão, um barbante branco.
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