Está quente. O calor flui de todos os cantos. Meu corpo quente e ardido da praia de ontem. Minha pele brilhando do sol e corada. Meu corpo nú de pêlos. Retirei todos os eles. O piercing no mamilo esquerdo. E uma cueca boxer cor laranja. Assim me encontro suado deitado numa cama de solteiro, sozinho. Minha cabeça viaja, mas hoje eu não vim falar sobre ela. Hoje eu quero deixar a minha pele falar.
O contato do lençol com o corpo quente. O vento que sai do ventilador de teto soprando levemente. Mas ainda assim eu estou suando. Eu souo de uma energia sensual, sexual que me envolve. Toda a sensualidade da cena está composta. Minha mão brinca com meus cabelos, como se eu mesmo agora fosse dois. Como se agora eu pudesse ser meu, só meu.
E as mãos escorregam para a face, sinto minhas sobrancelhas, meu nariz e meus ouvidos. E desce até sentir a artéria que bombeia do lado esquerdo do pescoço. Sinto-me vivo e sei que estou por completo. E me esfrego nos pêlos do meu queixo até que meus dedos sentem como estão secos os meus lábios. E enfim sai a língua úmida de saliva quente e espumosa. E se faz mar no lábio superior e faz lama no beiço inferior. E novamente estou eu a tocar meus olhos fechados, sentindo todo o plapitar, o movimentar do globo ocular. os cilhos que tremem ao abrir e fechar das pálpebras. E num súbito minha mão desce. Enquanto uma aperta o interior de minhas pernas a outra está na clavícula. O oço salta a pele e a palma fricciona e arde. Mas arder é bom. E como a pele de meu ombro está esticada, esturricada... E meu ante-braço tenso pela situação. Marcando os poucos músculos que posso ter. E a pele solta de meu cotuvelo... aperta-la e estica-la e solta-la. E escorregar até chegar às mãos. Sentir a mão esquerda apertando minhas coxas por entre as pernas com a mão direita. E sentir a força que eu tenho e a força com que posso sentir o outro, que sou eu. E sobe a mão esquerda agora a sentir o oço da minha bacia. Essas partes maciças do meu corpo que me saltam. Montes entre o poço que se enconde no umbigo. E é lá que minhas unhas vão arranhar. Penetrar a pela e a carne marcando em rubro e mostrando que ali corre sangue vivo. E meus dedos agarrando com força a carne de minha barriga e minhas carnes laterias, também. O tecido adiposo que fica entre os dedos. E a unha que encontra a tensão certa entre a força e o desejo. Meu deus, cheguei aos mamilos. Antes de um piercing eles já eram sensíveis. Depois do piercing, então... E meus dedos brincando, sentindo e revelando a sensibilidade do meu corpo. E salto com o anelar por entre os lábios. Que gosto meu corpo tem? Mordo meus braços, toco-os com a língua e sinto meu próprio paladar. Enquanto umideço o mamilo com piercing de baba fresca. E sinto-me tão rígido que não posso mais me controlar. Por que ainda estou com esta cueca? Sinto muito, agora eu preciso parar.
O contato do lençol com o corpo quente. O vento que sai do ventilador de teto soprando levemente. Mas ainda assim eu estou suando. Eu souo de uma energia sensual, sexual que me envolve. Toda a sensualidade da cena está composta. Minha mão brinca com meus cabelos, como se eu mesmo agora fosse dois. Como se agora eu pudesse ser meu, só meu.
E as mãos escorregam para a face, sinto minhas sobrancelhas, meu nariz e meus ouvidos. E desce até sentir a artéria que bombeia do lado esquerdo do pescoço. Sinto-me vivo e sei que estou por completo. E me esfrego nos pêlos do meu queixo até que meus dedos sentem como estão secos os meus lábios. E enfim sai a língua úmida de saliva quente e espumosa. E se faz mar no lábio superior e faz lama no beiço inferior. E novamente estou eu a tocar meus olhos fechados, sentindo todo o plapitar, o movimentar do globo ocular. os cilhos que tremem ao abrir e fechar das pálpebras. E num súbito minha mão desce. Enquanto uma aperta o interior de minhas pernas a outra está na clavícula. O oço salta a pele e a palma fricciona e arde. Mas arder é bom. E como a pele de meu ombro está esticada, esturricada... E meu ante-braço tenso pela situação. Marcando os poucos músculos que posso ter. E a pele solta de meu cotuvelo... aperta-la e estica-la e solta-la. E escorregar até chegar às mãos. Sentir a mão esquerda apertando minhas coxas por entre as pernas com a mão direita. E sentir a força que eu tenho e a força com que posso sentir o outro, que sou eu. E sobe a mão esquerda agora a sentir o oço da minha bacia. Essas partes maciças do meu corpo que me saltam. Montes entre o poço que se enconde no umbigo. E é lá que minhas unhas vão arranhar. Penetrar a pela e a carne marcando em rubro e mostrando que ali corre sangue vivo. E meus dedos agarrando com força a carne de minha barriga e minhas carnes laterias, também. O tecido adiposo que fica entre os dedos. E a unha que encontra a tensão certa entre a força e o desejo. Meu deus, cheguei aos mamilos. Antes de um piercing eles já eram sensíveis. Depois do piercing, então... E meus dedos brincando, sentindo e revelando a sensibilidade do meu corpo. E salto com o anelar por entre os lábios. Que gosto meu corpo tem? Mordo meus braços, toco-os com a língua e sinto meu próprio paladar. Enquanto umideço o mamilo com piercing de baba fresca. E sinto-me tão rígido que não posso mais me controlar. Por que ainda estou com esta cueca? Sinto muito, agora eu preciso parar.
Mil flores pra você.
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