Edit era uma mulher linda. Andava pelas ruas à noite e chamava a atenção dos rapazes que passavam de carro. Sempre com roupas ousadas e um olhar distante, de mulher que ainda quer ser moça. Edit nunca teve infância. Era simpática o suficiente para sua profissão. E quem a via de longe se perguntava o que ela fazia ali. Edit parecia uma menina inexperiente na vida. Conto-lhe um segredo de Edit: ela era uma cobra. Tinha esse jeito que sabia encantar e enrolar a quem se aproximava. O incrível é que até sua voz parecia de uma mulher por nascença.
Uma noite estava andando pela calçada quando parou ao lado um carro vermelho. Jurei conhecer aquele carro de algum lugar, mas não vem ao caso. Dentro dele um homem negro, alto e grande. Grande nos tamanhos, não como aqueles cheio de músculos que parecem mais massinha de modelar. Ele era grande, por ser grande, assim era seu biotipo. Tinha cabelos grandes e um charme no olhar que encantaria qualquer uma, tanto que em envolveu. Por alguns instantes invejei Edit. Aquele homem abriu a porta do carro, e foi em direção à Edit com um sorriso estranho. Sussurrou algumas coisas no ouvido dela, ela sorriu e entrou no carro.
Seguiram até um hotel ali perto. O rapaz lhe emprestou seu casaco, para que Edit parecesse menos nua. Os dois entraram no quarto, Edit foi logo tirando o casaco e quando ia tomar alguma atitude, o rapaz reclamou "Nossa, como aqui faz frio", pegou o casaco do chão e recobriu Edit e sentou na cama. Por telefone pediu um vinho. Edit o lembrou que cobrava por hora. Mas ele tinha o suficiente para que Edit não se preocupasse em atender outro cliente aquela noite.
O vinho chegou e eles tomaram uma taça, o rapaz falava e falava que mais parecia um monólogo. Edit logo percebeu que aquele era o típico carente que mais valia a conversa que o serviço mesmo. No fim da primeira taça, Edit também passou a falar, era fraca para bêbada a coitada. Os dois passaram um bom tempo numa conversa que passou a ser um diálogo. Já lhe disse que Edit era uma cobra? Logo a menina percebeu que daquele poderia arrancar o amanhecer do bolso e ir para casa satisfeita, sem uma gota de suor.
E no meio do jogo de conversa fora o rapaz num arranque só agarrou Edit e tascou-lhe um beijo. Um só e logo se afastou. Edit perguntou o que havia acontecido. O rapaz não respondeu e em mais um arranque pulou para cima dela. Num vai-vem começaram a se esfregar e a se roçar e aquele jogo foi ficando cada vez mais profissional. Edit estava gostando do ritmo do rapaz, coisa que pouco acontecia.
Quando terminaram, o rapaz virou de lado e disse: "Obrigado". Edit pouco entendeu e fez tal feição virando-se para ele. Ele virou-se para o canto como quem vai dormir. Edit perguntou se poderia ir embora. Ele disse que não, que ela dormisse ali até amanhecer e não se preocupasse com o dinheiro. Edit virou-se e logo adormeceu.
Quando deu por acordar, virou-se para o lado onde dormia o rapaz; encontrou a cama vazia. Se levantou desesperadamente. Foi ao banheiro e não havia ninguém. Não havia mais ninguém naquela suite. Quando ia se desesperar, ouviu o bater na porta, anunciando serviço de quarto. Encontrou um buquet de flores e um bilhete: "Sua conta já está paga. Obrigado pela noite. Você deveria procurar algo melhor, você pode." Mas Edit já estava cansada de ouvir aquilo. E o que mais faria, aquilo era a única coisa que poderia fazer.
Uma noite estava andando pela calçada quando parou ao lado um carro vermelho. Jurei conhecer aquele carro de algum lugar, mas não vem ao caso. Dentro dele um homem negro, alto e grande. Grande nos tamanhos, não como aqueles cheio de músculos que parecem mais massinha de modelar. Ele era grande, por ser grande, assim era seu biotipo. Tinha cabelos grandes e um charme no olhar que encantaria qualquer uma, tanto que em envolveu. Por alguns instantes invejei Edit. Aquele homem abriu a porta do carro, e foi em direção à Edit com um sorriso estranho. Sussurrou algumas coisas no ouvido dela, ela sorriu e entrou no carro.
Seguiram até um hotel ali perto. O rapaz lhe emprestou seu casaco, para que Edit parecesse menos nua. Os dois entraram no quarto, Edit foi logo tirando o casaco e quando ia tomar alguma atitude, o rapaz reclamou "Nossa, como aqui faz frio", pegou o casaco do chão e recobriu Edit e sentou na cama. Por telefone pediu um vinho. Edit o lembrou que cobrava por hora. Mas ele tinha o suficiente para que Edit não se preocupasse em atender outro cliente aquela noite.
O vinho chegou e eles tomaram uma taça, o rapaz falava e falava que mais parecia um monólogo. Edit logo percebeu que aquele era o típico carente que mais valia a conversa que o serviço mesmo. No fim da primeira taça, Edit também passou a falar, era fraca para bêbada a coitada. Os dois passaram um bom tempo numa conversa que passou a ser um diálogo. Já lhe disse que Edit era uma cobra? Logo a menina percebeu que daquele poderia arrancar o amanhecer do bolso e ir para casa satisfeita, sem uma gota de suor.
E no meio do jogo de conversa fora o rapaz num arranque só agarrou Edit e tascou-lhe um beijo. Um só e logo se afastou. Edit perguntou o que havia acontecido. O rapaz não respondeu e em mais um arranque pulou para cima dela. Num vai-vem começaram a se esfregar e a se roçar e aquele jogo foi ficando cada vez mais profissional. Edit estava gostando do ritmo do rapaz, coisa que pouco acontecia.
Quando terminaram, o rapaz virou de lado e disse: "Obrigado". Edit pouco entendeu e fez tal feição virando-se para ele. Ele virou-se para o canto como quem vai dormir. Edit perguntou se poderia ir embora. Ele disse que não, que ela dormisse ali até amanhecer e não se preocupasse com o dinheiro. Edit virou-se e logo adormeceu.
Quando deu por acordar, virou-se para o lado onde dormia o rapaz; encontrou a cama vazia. Se levantou desesperadamente. Foi ao banheiro e não havia ninguém. Não havia mais ninguém naquela suite. Quando ia se desesperar, ouviu o bater na porta, anunciando serviço de quarto. Encontrou um buquet de flores e um bilhete: "Sua conta já está paga. Obrigado pela noite. Você deveria procurar algo melhor, você pode." Mas Edit já estava cansada de ouvir aquilo. E o que mais faria, aquilo era a única coisa que poderia fazer.
eu achei lindo, mas coitada da edit ficou sem o dinheiro do programa.
ResponderExcluirLembrou-me um pouco de Edith Piaf, talvez por ser Edit e pela sutil tragédia que envolve o texto. Esses exemplos de mulheres nuas e que ainda escondem seus segredos são ótimos.
ResponderExcluirAi que legal!
ResponderExcluir"mas coitada da edit ficou sem o dinheiro do programa." [2]