Olhar em foco na rosa-branca, desfocada do caule e da planta; o que somente me prende é a rosa-branca. Em cada canto, seu Espírito Santo. No meu canto, por trás da objetiva, o conceito de captar o seu belo. Seu belo da minha rosa-branca. Merecia um prêmio esta sua imagem - pétalas macias com poros abertos, respirantes, provocantes; seu botão sorridente aberto e se mostrando; aquelas gotas do orvalho brilhantes em lágrimas (da alegria) parecendo me falar, ó flor, das coisas que mais precisas. Quero guarda-la, rosa-branca, para cá dentro de mim. Por ti me enamorar, em ti me encontrar e contigo... esqueci-me que não és gente minha rosa-branca. Mas se fosse, daria-se a mim?
Aperto. Acabou. Não quero que acabe. O vento batendo na pétala tirando meu foco, dando vida própria ao que quero dar vida vida minha. Rosa-Branca vai, minha lente se perde, rosa-branca volta, minha lente emerge em foco, brilho, cor e contraste - fico feliz contínuo, pois quando vais, sei da tua volta e quando voltas, gosto da tua presença, rosa-branca (cismo em cismar que és gente). Mas acabou, não tens mais movimento parada na lente, tão bela quanto, mas nem tão encantadora qual.
Mais uma e uma mais, sempre tão quanto, nunca tão qual. Sentei-me, não sei se a te enamorar ou a encontrar a forma de te ter eterno. Aquela lente objetiva que tanto me admirava, agora a mim não serve, não sei, não presta. Aquela imagem catatônica me enoja. Mas a rosa-branca me excita. Quero leva-la a mim.
Num subto sentido repentino me pego a arrancar rosa-branca de seu viveiro. Parada em minha mão te vejo prosa, ventada e me reflito: agora a rosa-branca está morta. No chão apodrecerá, virará lixo, transcenderá adubo. Meu amor por rosa-branca, também ficará na terra, excremento que alimenta. Comigo tenho a foto, igualmente morta, mas eternizada... Sem querer apertei o "delete", agora paira no meu imaginário, na mente, pois ela nunca fora o que eu quis, tão bela, viva e prosa. Morta está minha rosa-branca, pois algo tão sublime, não teria como se realizar em verdade. Melhor morta aos serviços da natureza, que viva aos serviços do encanto de um qualquer, que sou.
Aperto. Acabou. Não quero que acabe. O vento batendo na pétala tirando meu foco, dando vida própria ao que quero dar vida vida minha. Rosa-Branca vai, minha lente se perde, rosa-branca volta, minha lente emerge em foco, brilho, cor e contraste - fico feliz contínuo, pois quando vais, sei da tua volta e quando voltas, gosto da tua presença, rosa-branca (cismo em cismar que és gente). Mas acabou, não tens mais movimento parada na lente, tão bela quanto, mas nem tão encantadora qual.
Mais uma e uma mais, sempre tão quanto, nunca tão qual. Sentei-me, não sei se a te enamorar ou a encontrar a forma de te ter eterno. Aquela lente objetiva que tanto me admirava, agora a mim não serve, não sei, não presta. Aquela imagem catatônica me enoja. Mas a rosa-branca me excita. Quero leva-la a mim.
Num subto sentido repentino me pego a arrancar rosa-branca de seu viveiro. Parada em minha mão te vejo prosa, ventada e me reflito: agora a rosa-branca está morta. No chão apodrecerá, virará lixo, transcenderá adubo. Meu amor por rosa-branca, também ficará na terra, excremento que alimenta. Comigo tenho a foto, igualmente morta, mas eternizada... Sem querer apertei o "delete", agora paira no meu imaginário, na mente, pois ela nunca fora o que eu quis, tão bela, viva e prosa. Morta está minha rosa-branca, pois algo tão sublime, não teria como se realizar em verdade. Melhor morta aos serviços da natureza, que viva aos serviços do encanto de um qualquer, que sou.
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