Lá estava Margarida, com seu jeito estranho. Sentada no canto, com um salto quebrado, flertando mais um durante a noite, enquanto esperava outro sair do banheiro. Se eles soubessem que ela não procura nada nem ninguém, saberiam que ela só está à procura de mais uma aventura; que talvez dure para sempre. Mas não sabem. Margarida guarda seus desejos somente para si, se ela os expressar, não entenderiam... Quem não entenderia?
Na verdade, ela foi mais machucada do que deveria. Ao menos, ela se machucou mais que deveria. Talvez ninguém tenha a machucado. Mas ela machucou a si própria. Por isso foi mais machucada que deveria. Margarida não aprendeu a se dar chances.
Agora, ela fala sobre fantasias em becos escuros e sem saída. Não tem vergonha de falar, mas fala com certa timidez. Ela só estava naquele beco, pois tirou a coragem das cicatrizes. E se achou melhor ao mudar, ao se mudar, ao se transformar, transcender. Agora tudo parece pequeno demais para Margarida, ela quer ser uma rainha. Ela já é a rainha de seu próprio mundo. Mas em seu próprio mundo, é sozinha. Margarida é a Rainha dos Domingos Solitários. O que ela fará para passar esse tempo?
Ela não desperdiça nenhuma oportunidade. A maior parte da vida, perdeu, vendo a vida passar e voltando sempre de onde saíra, em círculos, dançando sem se mexer. Mas não era mais essa a Margarida. Ela foi tentar a sorte, do seu jeito, em outro lugar, do qual nunca saíra. Seu primeiro passo à frente.
Agora, ela pode dar mais um. Mais um passo à frente e lá estava ela parada. Olhando fixo nos olhos de Margarida. Recitando palavras ao vento que fizessem sentidos românticos. Desperdiçando seu latim em teorias inteligentes. Ela queria que Margarida engolisse aquelas palavras e ficasse intoxicada. Margarida simplesmente as respirava, e tinha uma boa essência. Passavam noites juntas, palavras e mais palavras. Uma luz iluminava Margarida e a fotografia saiu perfeita. Mas Margarida não dava mais um passo à frente. Margarida ficou parada. Margarida dançou.
Novamente dançando sozinha, na sua sala pequena de Domingo à tarde. A Rainha sempre será louvada... Por quem? Ninguém vê quando a rainha dança. Ninguém vê quando Margarida dança. Não veja Margarida dançando.
Mas quando Margarida olha, alguma coisa muda. O suficiente para que a outra pudesse terminar seu círculo. E a que nem acreditava nos romances que contava a Margarida... Margarida agora lhe ensina a escrever um romance, jamais lido. Elas foram tentar a sorte, num outro lugar, só delas, um que Margarida nunca estivera. Margarida andava para frente e não mais círculos. Deram mais um passo à frente, juntas.
Agora dançavam juntas, na sala romântica de Pôr do Sol do Domingo. Margarida não quer mais ser rainha. Quer ser louvada, quer louvar, quer dançar. E Esta dança, ninguém vê, mas elas estão lá, dançando, agora. Não as vejam dançando.
Na verdade, ela foi mais machucada do que deveria. Ao menos, ela se machucou mais que deveria. Talvez ninguém tenha a machucado. Mas ela machucou a si própria. Por isso foi mais machucada que deveria. Margarida não aprendeu a se dar chances.
Agora, ela fala sobre fantasias em becos escuros e sem saída. Não tem vergonha de falar, mas fala com certa timidez. Ela só estava naquele beco, pois tirou a coragem das cicatrizes. E se achou melhor ao mudar, ao se mudar, ao se transformar, transcender. Agora tudo parece pequeno demais para Margarida, ela quer ser uma rainha. Ela já é a rainha de seu próprio mundo. Mas em seu próprio mundo, é sozinha. Margarida é a Rainha dos Domingos Solitários. O que ela fará para passar esse tempo?
Ela não desperdiça nenhuma oportunidade. A maior parte da vida, perdeu, vendo a vida passar e voltando sempre de onde saíra, em círculos, dançando sem se mexer. Mas não era mais essa a Margarida. Ela foi tentar a sorte, do seu jeito, em outro lugar, do qual nunca saíra. Seu primeiro passo à frente.
Agora, ela pode dar mais um. Mais um passo à frente e lá estava ela parada. Olhando fixo nos olhos de Margarida. Recitando palavras ao vento que fizessem sentidos românticos. Desperdiçando seu latim em teorias inteligentes. Ela queria que Margarida engolisse aquelas palavras e ficasse intoxicada. Margarida simplesmente as respirava, e tinha uma boa essência. Passavam noites juntas, palavras e mais palavras. Uma luz iluminava Margarida e a fotografia saiu perfeita. Mas Margarida não dava mais um passo à frente. Margarida ficou parada. Margarida dançou.
Novamente dançando sozinha, na sua sala pequena de Domingo à tarde. A Rainha sempre será louvada... Por quem? Ninguém vê quando a rainha dança. Ninguém vê quando Margarida dança. Não veja Margarida dançando.
Mas quando Margarida olha, alguma coisa muda. O suficiente para que a outra pudesse terminar seu círculo. E a que nem acreditava nos romances que contava a Margarida... Margarida agora lhe ensina a escrever um romance, jamais lido. Elas foram tentar a sorte, num outro lugar, só delas, um que Margarida nunca estivera. Margarida andava para frente e não mais círculos. Deram mais um passo à frente, juntas.
Agora dançavam juntas, na sala romântica de Pôr do Sol do Domingo. Margarida não quer mais ser rainha. Quer ser louvada, quer louvar, quer dançar. E Esta dança, ninguém vê, mas elas estão lá, dançando, agora. Não as vejam dançando.
Sou apaixonado por Dont Watch Me Dancing...
ResponderExcluire de uma certa maneira, sou como a Margarida...
espero que minhas aventuras durem pra sempre...
mas o que é pra sempre?
nada...